segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aprenda a dar ordens com Zuleica

por  Kelly Cavalcanti Gallinari*
Zuleica tem duas filhas. Uma de 7 anos e outra de 2.
É tanto brinquedo espalhado pela casa que já está impossível andar sem pisar em alguma coisa. Zuleica precisava dar um jeito nisso. E deu.
A mãe pensou em recompensar suas filhas com algo que as agradasse caso elas passassem a ajudá-la a organizar a bagunça em casa. Pensou em levá-las, uma vez por semana, ao parque caso suas filhas, após brincarem, guardassem os brinquedos nos baús e caixas rosas. Aos finais dos dias, a casa não poderia ter brinquedos espalhados pelos corredores e cômodos.
Tudo pensado, chamou suas adoráveis, amadas e bagunceiras filhas para uma conversa. Sentou as duas no sofá, desligou o televisão e disse que mamãe tinha uma história para contar.  A maior desconfiou, mas ficou a escutar. A menor já se agitou. Quando falava-se em contar histórias, ela logo se animava porque adorava palpitar e acrescentar fatos novos.
Zuleica iniciou dizendo que era a história de duas meninas lindas mas muito bagunceiras e que espalhavam todos os brinquedos pela casa. Explicou que aquilo não era certo porque no meio de tanta bagunça não conseguiam nem achar seus brinquedos favoritos para brincar, além do que era muito feio ter uma casa cheia de coisas espalhadas. Disse que se a mamãe daquelas crianças tivesse mais tempo, poderia levá-las ao parque. Mas como tinha que arrumar a bagunça de brinquedo todos os dias, não podia fazer isso.
A filha maior já tinha entendido e disse que queria ir ao parque. Fazia o que fosse preciso. A menor repetia que queria brincar, brincar e brincar, além de gritar ‘EBA’ toda vez que a mamãe apontava os brinquedos no chão.
Mamãe Zuleica não desistiu e acordou com as crianças que se elas recolhessem os brinquedos depois de brincarem, iriam ao parque. Caso contrário, nada de parquinho.
A maior entendeu o acordo e a pequena não entendeu nada.
Zuleica fazia questão de, diariamente, relembrar o que tinham combinado. Para a maior dizia: – “Filha, já acabou de brincar? Se sim, guarde tudo.” Tirando os momentos da preguiça, a maior entendia o código e já fazia sua parte. Não queria ficar sem parque. Sabia o que era brinquedo, tinha noção de tempo e o que era “quando terminar de brincar…”, sabia o que era o
baú e as caixas rosas e, mais ainda, sabia  o prazer de ir ao parque. Mas, ainda era uma criança e era importante que mesmo tendo noção do que a mãe dizia, precisava ser alertada com frequência para que não esquecesse e/ou não desconsiderasse a ordem da mamãe.
Para a menor, só falar não adiantava. Mamãe Zuleika falava, pegava na mão de sua pequena filha, agachava, pegava um brinquedo e colocava no baú para mostrar como fazer. Às vezes, tinha que repetir o gesto mais de uma vez para que a pequenina começasse a repetir. Quando a pequena acertava, mamãe fazia questão de aplaudir até que ela tomasse gosto pela ação e começasse a guardar seus brinquedos.
Mamãe Zuleica obteve êxito e fazia questão de contar em suas rodas de amigas. Mas não fora fácil. Teve que lidar de forma diferente com as duas filhas. Cada uma enxergava o acordo de uma forma. A maior tinha noção do contexto mas a pequena não. Cada uma das filhas estava em patamar de conhecimento, habilidades (corporais, visão de mundo, cognitivas/sensoriais) e
expectativas. Mamãe Zuleica comunicou e  zelou para que cumprissem o acordo.
Divertiram-se muito no parque. Algumas semanas não, o que é normal e comum no processo de aprendizado. Mas as semanas que iam eram comemoradas e recompensadas com a alegria da família.
Com o passar dos anos, esta atividade passou a ser um hábito e Zuleica não precisava mais de tanta vigilância. Diminuiu mas não extinguiu. Afinal de contas, continuavam a ser crianças.
Mas mãe é mãe, não é, minha gente. Conhece o respirar de seus filhotes e sabe dosar suas atitudes para a educação objetive a formação de filhos cidadãos-do-bem.
A idéia aqui não é que líderes tornem-se pais de seus liderados.  Isto, realmente, seria um erro. Apenas, aproveitemos as boas práticas, seja onde for, para fazer-nos profissionais e humanos melhores.
Voltemos.
Líderes, nem sempre, tem esta habilidade nata. Então, vamos aprender com as Zuleicas.
Comunicar certo é o primeiro passo para garantir a realização com sucesso. E existe um item na comunição que, geralmente, é desprezado. Ele chama-se CONTEXTO. Dizer o que fazer, como, onde e tudo mais sem explicar o CONTEXTO que justifica estas ações, dificulta a execução. E quanto menor o grau de instrução e conhecimento das pessoas que estão ao seu redor, maior a necessidade de explicar o CONTEXTO.
No caso da mamãe Zuleica, para a filha menor, teve que repetir, por algumas vezes, o que eram os brinquedos, o baú, a caixa rosa. Repetiu, depois de tudo guardado, que aquilo era o certo. Contextualizou a importância de organizarem a bagunça. Comunicou e contextualizou o motivo.
Nas lideranças, não podemos esquecer que as equipes são formadas por diferentes graus de maturação. Para alguns, pedir para guardar os brinquedos é suficiente mas para outros terá de pegar na mão e ajudar a guardar a bagunça. Terá que contextualizar, talvez, mais de uma vez. E não podemos esquecer que ainda estão em fase de formação e precisam de alguém que os ensine.
Vamos lá, meu povo. Formar liderados do bem.E do bem, significa eficiência. Bom para para o líder, bom para o liderado e bom para a empresa.
Casa limpa e organizada, minha gente!
*Kelly Cavalcanti Gallinari  é graduada em Gestão de Pessoas e especializada em Professional Coach. Formou-se pela ICI (Integrated Coaching Institute) é idealizadora do site eCoach – Desenvolvendo de Líderes. Sua expertise engloba o temas Flow, Peak Performance -  Estratégias, Desenvolvimento de Foco,  Executive Coaching - Estilos de Liderança,  Motivação, Gerindo mudanças,  Emotional Intelligence (EI)- Modelo de Competências,  Coaching Skills -  Competências exigidas pelo coach internacional, Life Coaching Pessoal - Soluções de uso da energia pessoal, Adversity Coaching - Imunização de stress e  Modelo Racional - Desfazendo distorções cognitivas.

www.sejaprofissional.com.br

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tal líder, tal equipe

por  Kelly Cavalcanti Gallinari*

Além de cuidar do desenvolvimento individual de seus liderados, é importante, e imprescindível, zelar pelo coletivo. E zelar pelo coletivo é montar um time onde as competências individuais se complementem e, juntas, entreguem resultados de alta performance.

Como? Um desafio e tanto.

Se eu tivesse que reunir os líderes que assisti nos projetos de desenvolvimento de lideranças que já coordenei, montaria três grandes grupos: 1 – Líderes maternais; 2 – Líderes empresa; 3 – Líderes de verdade . Explico:

1 – Líderes maternais: são aqueles que só se preocupam com o individual. Fazem de tudo para o bem estar de seus funcionários, independente do resultado coletivo. Se for preciso prejudicar o resultado coletivo em benefício de um liderado, assim o faz. São os líderes que têm dificuldade de dizer não, líderes que passam horas ouvindo as lamúrias de funcionários e que não propõe nenhum plano de ação para melhoria do problema. Uma liderança amiga mas de baixíssima eficiência. Tem dificuldade em demitir e posterga problemas de comportamentos. Pouco se preocupa com os resultados corporativos.  Geralmente, é muito querido por sua equipe mas tem pouco reconhecimento pela empresa porque entrega poucos resultados.

2 – Líderes empresas: ao contrário dos líderes maternais, só se preocupam com o coletivo. Querem que a equipe entregue o resultado mas não se preocupa em desenvolver as competências individuais em prol do resultado comum. Não entende que é necessário conhecer cada um de seu time para extrair deste a habilidade que garanta o melhor retorno positivo para o time e, em consequência, para a empresa. Enxerga todos como iguais e impõe ao invés de influcienciar. A solução é sempre demitir. Conhece muito do negócio e pouco de pessoas. Tem baixa performance e sua equipe também.

3 – Líderes de verdade: esta liderança é eficiente. Equilibra a importância de desenvolver as competências individuais com a necessidade de entregar resultados esperados pela empresa.  É muito bem visto na empresa, mas não por sua compaixão, mas por eficiência. Algumas características que vale a pena refletirmos:

·         Membros da equipe: antes de definir os membros da equipe, reflete sobre suas metas e o tipo de competências que precisa reunir para que consiga a desenvolver as atividades da área de forma a alcançar os resultados. Isto feito, consegue, com facilidade, montar uma matriz de competência dos cargos de sua área ressaltando quais habilidades as pessoas precisam ter. Claro que o RH costuma ajudar nestas questões, mas se o líder tiver isto bem esclarecido, com certeza terá facilidade em escolher as pessoas que formarão sua equipe.

·         Desenvolver os Liderados: o líder de verdade se preocupa em desenvolver seus funcionários. Mais do que isso, dedica tempo em desenvolver as competências certas. Fulano contribui com na organização de dados, Cicrano na criação de apresentação. Beltrano reúne habilidade de oratória e relacionamento interpessoal. Uma equipe complementar.
Juntos, são mais. E o mais bacana desta tática é que o as características individuais vão, com o tempo, tornando-se coletivas. Fulano ensina organização a ciclano, que ensina como criar apresentações e todos aprendem a falar em
público com Beltrano. Com o tempo, uma equipe rica em competências que garantem o crescimento individual dos liderados e que, também, entrega o resultado esperado pela empresa. Assim como líder maternal, sabe que precisa investir tempo nas pessoas, mas consegue delimitar até onde ir. Não compartilha lamúrias, pois é veloz em encontrar soluções.


·         Comunicação: este tipo de liderança informa. Informa , sempre. Informa as metas, informa a situação atual da empresa/equipe, dá feedback, dá follow ups. E uma equipe bem informada caminha para o lado certo. Consegue traçar o caminho certo para se chegar aos resultados.

·         Demitir, se necessário: estes líderes são assertivos em demissões. Comunicam, desenvolvem e são transparentes com seus liderados quanto ao tempo que têm para entregar resultados. Em caso negativo, após a tentativa do  desenvolvimento, são assertivos e velozes em demitir e encontrar um novo membro para o time. Isto não deve ser  uma dificuldade.

·          
Achar o equilíbrio e ser um líder de verdade é o desafio, minha gente. Um desafio que vale a pena enfrentar para  aqueles que desejam ter uma ascensão sustentável da carreira.
Em qual destes grupos você está, caro gestor?

Ser legal, apenas, não garante resultado. E sem resultado, você passa a ser nada legal dentro de uma organização.

Visualizar apenas as metas em detrimento da equipe não é legal também. Um líder que não tem o apreço de seu time não sustenta resultados. E sem resultados, já sabem…

Um líder de verdade é equipe e é empresa. Isso não é só legal, é ser efetivo.

Abraços e até mais, meu povo!


*Kelly Cavalcanti Gallinari  é graduada em Gestão de Pessoas e especializada em Professional Coach. Formou-se pela ICI (Integrated Coaching Institute) é idealizadora do site eCoach – Desenvolvendo de Líderes. Sua expertise engloba o temas Flow, Peak Performance -  Estratégias, Desenvolvimento de Foco,  Executive Coaching - Estilos de Liderança,  Motivação, Gerindo mudanças,  Emotional Intelligence (EI)- Modelo de Competências,  Coaching Skills -  Competências exigidas pelo coach internacional, Life Coaching Pessoal - Soluções de uso da energia pessoal, Adversity Coaching - Imunização de stress e  Modelo Racional - Desfazendo distorções cognitivas.

www.sejaprofissional.com.br

sábado, 15 de outubro de 2011

Peter Black e os três porquinhos

por Kelly Cavalcanti Gallinari*

Black’s Place é a empresa. Uma startup no ramo de transportadoras.
 Jurandir, Jackson e Diana, os líderes.
Peter Black, o que mandava. Em tudo.
Black’s Place era de assustar. Da mesma forma, os líderes também viviam a dar sustos na empresa. Uma gentil troca de gentilezas. Veladas, às vezes. De matar, outras vezes.
Começo de ano, novas metas, começa o recomeço. Jurandir, Jackson e Diana estavam ansiosos pelo pronunciamento de Peter Black. A diretriz iria ser ditada e, a partir dali, era mão na massa.
- Caros colaboradores, um novo tempo começa na Black’s Space. Objetivos arrojados, crescimento sustentável e renovável. Mas para tudo isso, precisaremos de um time good. Este ano, precisamos CONSTRUIR EQUIPES condizentes com a nossa MISSÃO.
Missão:   “ Ser White com os clientes, Black com a concorrência, White in Black com os colaboradores e Black Power com aqueles que forem contra tudo isso. Forever”.
Aquele líder que construir a melhor equipe será o piloto da implantação da metodologia Team Building nas filiais dos outros países.
E tenho dito. Agora, é com vocês, nobres colaboradores.
Jurandir, Jackson e Diana correram. Correram porque não podiam perder tempo. Todos queriam conquistar aquela premiação. Um destaque importante naquela empresa, onde tudo costumava ser muito Black. Agora, havia uma luz White no final do túnel.
Jurandir era prático. Liderava o departamento de logística. Não era de muitas palavras, pouco ousado e acreditava no tradicional. Ele mandava, os outros obedeciam. Simples, assim. Como não gostava muito de bate-papo, optou por contratar pessoas iguais a ele. Similaridade nas características significava, para ele, tolerância nas práticas diárias. Boas práticas e nas más também. Um departamento silencioso. Com pessoas silenciosas. Gostavam da mesmice. Sem novidade. Era assim que Jurandir gostava. Ele admirava a equipe. A aquipe o admirava. Todos iguais. Tudo igual. Sempre.
 Chegou o dia de Peter Black visitar a casinha da equipe de Jurandir. Ainda no caminho, pensou: “Humm… que cheiro bom vem dali. Jurandir deve ter caprichado na escolha dos ingredientes. Até me deu água na boca.”
- Caro Jurandir, foi necessário mudar a rota dos caminhões devido obras. O departamento de atendimento ao cliente está com muitas atividades acumuladas e, por este motivo, peço que seu pessoal ligue para os clientes e agende novas datas de entrega. Preciso de rapidez. Todos os clientes devem ser avisados até amanhã. Sua equipe está preparada?
- Preparada? Como assim? Não nos falamos muito. Eles sempre fizeram o trabalho de agendamento e direcionamento da frota e poucos problemas temos. Mas daí para fazer algo diferente existe uma lacuna enorme. Não sei porque insistem em mudanças. Mudar rota? Ligar para clientes? Espera aí, Sr. Peter Black….
Antes mesmo de Jurandir terminar a frase, Peter Black foi implacável:
- Sua equipe não é capaz de aceitar mudanças? Então eu vou soprar, soprar e soprar até a sua casinha derrubar.
O ‘Booom’ foi ouvido de longe. A casa caiu.  Era de palha. Os porquinhos, digo, os funcionários sumiram. Era o fim de Jurandir. Silencioso sempre fora, silencioso iria permanecer.
Era hora de ir até a casinha da equipe de Jackson.
Jackson era o líder que colocava a mão na massa. Gabava-se por conhecer todos os detalhes técnicos e operacionais da sua área e por, inclusive, trabalhar ao lado de seus funcionários. É, Jackson era um excelente técnico. Jackson não era líder. Assim sendo, sua equipe era uma bagunça. Todos faziam o que queriam. Se queriam trabalhar, Jackson saía no lucro. Caso contrário, ao invés de combater a desobediência e desordem, fazia ele pelo seus funcionários. Não gostava de se indispor.               
Sr. Peter Black chegou na casinha de Jackson. Era hora de checar a eficiência desta turma e, para isto, designou uma nova tarefa:
- Caro amigo líder Jackson, preciso que sua equipe organize as fichas dos clientes desta semana, em ordem de entrega.  Além disso, etiquetem as embalagens com os dados destas fichas para facilitar o trabalho dos entregadores.
- Pode deixar comigo, Sr. Peter Black. Vou agora mesmo chamar a equipe em minha sala para designar a nova ordem.
Jackson chamou, no mesmo momento, todos em sua sala. Só chamou, porque dos 16 funcionários, apenas 4 compareceram. Os outros? Ah, os outros não levaram a sério o chamado. Jackson, então, garantiu que a tarefa iria ser cumprida e Sr. Black foi embora.
Jackson não conseguiu o engajamento da equipe naquela atividade e, por isso, assumiu 60% do trabalho. Claro, não deu conta.
Quando Sr. Black inflou o peito e berrou:
- Cadê sua equipe? Cadê o envolvimento deles no nosso negócio? Então eu vou soprar, soprar e soprar até a sua casinha derrubar.
Puff! A casa de Jackson, que a princípio parecia sólida, sumiu. Era de madeira. Aparentemente, forte. Mas fraca, na essência.
O Sr. Peter Black ficou tão irritado que, imediatamente, foi ao encontro da equipe de Diana dizendo:
- Eu só vim dizer que vou soprar, soprar até sua casinha de derrubar.
Diana, com um sorriso singelo, ficou assistindo a cena até que Sr. Black perdesse o fôlego. A casa não caiu. Era de tijolo.
O time de Diana foi escolhido com critérios de um líder de verdade. As competências de seus liderados se complementavam e, por isso, o elo era forte. Acreditavam no modelo de negócio da  Black’s Place, eram flexíveis e enxergavam em Diana um porto seguro mesmo em situações novas e inusitadas. Ninguém os pegavam de calças curtas.
Sr. Peter Black derrubou outras casas ao longo do tempo mas, desta vez, o lobo foi vencido.
E a sua casa, caro líder, é feita do que? Cuidado, o lobo pode estar por perto!
Abraços, meu povo.

*Kelly Cavalcanti Gallinari  é graduada em Gestão de Pessoas e especializada em Professional Coach. Formou-se pela ICI (Integrated Coaching Institute) é idealizadora do site eCoach – Desenvolvendo de Líderes. Sua expertise engloba o temas Flow, Peak Performance -  Estratégias, Desenvolvimento de Foco,  Executive Coaching - Estilos de Liderança,  Motivação, Gerindo mudanças,  Emotional Intelligence (EI)- Modelo de Competências,  Coaching Skills -  Competências exigidas pelo coach internacional, Life Coaching Pessoal - Soluções de uso da energia pessoal, Adversity Coaching - Imunização de stress e  Modelo Racional - Desfazendo distorções cognitivas.

www.sejaprofissional.com.br